O Município de Coimbra convidou o Coimbr’a Pedal para uma atividade de cocriação dedicada à interface de mobilidade da Praça Mota Pinto. Esta decorreu no dia 11 de março, às 14h00, na Escola Básica 2,3 Martim de Freitas, e nós participamos com um elemento do nosso movimento.
O programa da atividade foi o seguinte:
- Abertura e boas-vindas
- Receção dos participantes e enquadramento da atividade de cocriação
- Visita orientada à Praça Mota Pinto
- Início das sessões de trabalho em grupo com uma visita à Praça Mota Pinto
- Sessão de cocriação
- Continuação das sessões de trabalho em grupo
- Partilha e encerramento
- Apresentação dos resultados pelos grupos de trabalho, notas finais e próximos passos
Embora promovida como “Cocriação Praça Mota Pinto”, a actividade focava-se apenas na interface de mobilidade planeada para o espaço da antiga bomba de gasolina, junto à Praça Mota Pinto. Será uma interface dedicada aos autocarros SMTUC e SiT, táxis, TVDE e sistemas partilhados de mobilidade suave. Isto significa que não se enquadraram soluções para melhorar o acesso ao Hospital ou Pólo 3 da UC, como por exemplo ciclovias.
Participaram na actividade cerca de 40 pessoas. Eram elementos de diferentes entidades como CMC, PSP, SMTUC, SiT, Metro Mondego, Escola Martim de Freitas, CHUC, e também, em menor parte, alguns munícipes representativos como um taxista, um motorista TVDE e pessoas com dificuldades motoras e/ou séniores.
Os participantes foram divididos em 8 grupos, e receberam plantas sobre as quais trabalharam durante a sessão. No final, cada grupo fez uma curta apresentação sobre o seu levantamento de necessidades, e sugestões para a interface de mobilidade.
Na discussão do grupo de que fizemos parte, tentámos advogar por:
- redução do número de atravessamentos de faixas de rodagem;
- maiores áreas de descanso com espaços verdes;
- passadeiras largas ao nível do passeio que funcionem como continuação ininterrupta dos percursos até aos CHUC e Pólo 3 da UC;
- estacionamento de bicicletas, para complementar os autocarros intermunicipais ou para usufruto de um potencial quiosque (se o destino for o Hospital ou o Pólo 3 o ideal seria estacionamento dentro dessas zonas).
Feedback geral sobre a sessão
Positivo
- Realizar estas sessões de cocriação promovem a cidadania activa.
- A participação de um grupo diverso de entidades é importante para a diversidade de perspectivas.
Negativo
- A realização destas iniciativas a uma quarta-feira à tarde, em horário laboral, condiciona muito a participação de cidadãos fora das entidades públicas. E mesmo dessas entidades, apenas 1/4 dos participantes estava presente nas apresentações finais pelas 18 horas.
- O facto dos elementos providenciados já conterem uma proposta de interface de mobilidade, e não serem um espaço em branco, condicionou muito as sugestões apresentadas pelos grupos. A maior parte das propostas não apresentaram variações significativas à planta inicial, e focaram-se mais no levantamento de necessidades ou em sugestões de detalhe (sinalização, sombra, bancos…).
- Não foram fornecidos dados quantitativos sobre tráfego pedonal, de mobilidade suave, de transportes públicos, táxis ou TVDEs no local, o que poderia ajudar a dimensionar a solução desejada.
- A mobilidade da zona em discussão é largamente influenciada pelas decisões internas dos CHUC, pelas decisões já tomadas sobre a rotunda da Praça Mota Pinto (não discutidas publicamente), e pelas decisões já tomadas em 2021 sobre um grande loteamento junto à Escola Martins de Freitas (com discussão pública). O facto de só se usar cocriação para um elemento de escala mais reduzida gera alguma frustração por não se poder discutir mudanças com maior impacto para a mobilidade do local.






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